Anamatra manifesta solidariedade a magistrados e defende rigorosa apuração de ataques racistas ocorridos em atividade institucional
A Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA), entidade da sociedade civil que congrega mais de 3.500 magistradas e magistrados do Trabalho de todo o Brasil, manifesta seu mais firme repúdio aos ataques de cunho racista dirigidos ao conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Juiz Fábio Francisco Esteves e à juíza auxiliar da Presidência do Supremo Tribunal Federal Franciele Pereira do Nascimento, ocorridos durante atividade institucional realizada em ambiente virtual.
O racismo, em qualquer de suas formas, configura crime inafiançável e imprescritível, na forma do art. 5º, XLII, da Constituição Federal, representando grave violação à dignidade da pessoa humana e ataque direto aos fundamentos do Estado Democrático de Direito. Sua ocorrência em espaços institucionais, voltados à promoção de direitos e à construção de políticas públicas, torna ainda mais intolerável a conduta e exige resposta firme e proporcional por parte das instituições.
A ANAMATRA expressa sua integral solidariedade aos magistrados, reconhecendo suas trajetórias profissionais marcadas pelo compromisso com a Justiça, a igualdade e a transformação social.
Mais do que um ataque individual, episódios dessa natureza evidenciam a persistência do racismo estrutural na sociedade brasileira, o que impõe às instituições públicas — e, em especial, ao Poder Judiciário — o dever permanente de enfrentamento, com atuação firme, responsável e comprometida com a dignidade da pessoa humana.
A entidade confia na rigorosa apuração dos fatos, com a identificação dos responsáveis e a aplicação das medidas legais cabíveis, reafirmando seu compromisso institucional com a promoção da equidade, a defesa dos direitos fundamentais e a construção de uma sociedade livre de todas as formas de discriminação.
Brasília, 22 de março de 2026.
VALTER SOUZA PUGLIESI
Presidente da ANAMATRA

